Notícia

20 de Maio de 2019

Como preservar a saúde e a segurança no trabalho rural?

Os trabalhadores rurais estão expostos a diversos agentes, tanto físicos, químicos e biológicos que podem causar riscos a sua saúde.

As regras sobre saúde e segurança nos ambientes rurais existem desde 1988. As Normas Regulamentadoras Rurais, conhecidas como NRRs representam um avanço na relação empregador e empregado e tem como objetivo instituir regras a serem implantadas na organização e no meio ambiente do trabalho rural.

*Conheça as Normas Regulamentadoras Rurais aqui.

As atividades agrícolas englobam todas as atividades agroeconômicas, desde a produção de gêneros alimentícios, até à produção de matérias-primas para a indústria - o que representa um grande número de atividades variadas, que vão desde a limpeza e preparo do solo para o plantio até às operações de manejo da cultura, colheita, transporte, e armazenamento. Ainda assim outras atividades são realizadas, como: tratamentos de sementes e partes vegetativas, abertura de canais de irrigação e drenagem, criação de animais, construção e manutenção de estradas, cercas, controle de doenças e pragas, aplicação de corretivos e adubos, operação de máquinas, eletrificação rural e as agroindústrias de beneficiamento.E, para a realização de todas essas atividades, são utilizadas ferramentas manuais, máquinas, implementos, veículos, produtos químicos, substâncias inflamáveis e etc. que, se não forem corretamente manejados, podem causar inúmeros acidentes graves e comprometerem seriamente a saúde do trabalhador.

Os fatores de prevenção deverão ser considerados para que o trabalhador rural e seu empregador se resguardem contra qualquer tipo de prejuízo.

A engenheira agrônoma e engenheira de Segurança do Trabalho , Giselda Alice Fitarelli Petry, afirma que com o aumento da população mundial previsto para 2100 de 11,2 bilhões de pessoas (ONU, 2017), busca-se cada vez mais o aumento da produtividade na agricultura, para dar conta da “fome” populacional. Em consequência disso, o uso de defensivos agrícolas é uma realidade no meio rural e se torna quase obrigatório. Na exploração da atividade agrícola, onde a produção e a produtividade são fatores fundamentais para o sucesso do negócio, o uso de insumos agrícolas (fertilizantes e agrotóxicos) é indispensável, devido ao grande número de pragas que atacam as lavouras durante o período de desenvolvimento das culturas.

Inúmeros órgãos públicos, sindicatos, empresas e outras organizações buscam aproximar a informação de segurança no uso de agrotóxicos dos trabalhadores rurais, porém muitas vezes existe a dificuldade de entendimento por parte dos trabalhadores, que na maioria das vezes não possuem sequer uma alfabetização adequada. Essa aproximação dessas organizações geralmente vem em forma de cartilhas, manuais, folhetos, palestras, vídeos, entre outros.

Os trabalhadores rurais ficam expostos a vários riscos e danos, sejam eles:

• Acidentes com ferramentas manuais cortantes;
• Acidentes com máquinas e implementos agrícolas;
• Acidentes com animais peçonhentos;
• Exposição a agentes infecciosos e parasitários;
• Exposição às radiações solares por longos períodos e intempéries;
• Exposição a ruído e vibração pelo uso de tratores e colheitadeiras;
• Exposição a partículas de grãos armazenados, ácaros, pólen, dejetos de origem animal, componentes de células de bactérias e fungos;
• Ritmo intenso de trabalho com cobrança de produtividade, jornada de trabalho prolongada nas atividades de pré-plantio, plantio, desenvolvimento e colheita das culturas;
• Exposição a fertilizantes, que podem causar intoxicações graves e mortais;
• Exposição a agrotóxicos;

Os agrotóxicos são utilizados em grande escala na agricultura e pecuária e em vários outros setores, tais como tratamento de madeiras para construção, armazenamento de grãos, controle de pragas urbanas, entre outros.

Portanto, diante desse quadro de intenso uso, os trabalhadores rurais ficam expostos aos riscos de agrotóxicos durante as várias tarefas na utilização.

• no transporte;
• no armazenamento;
• no preparo da calda;
• na calibragem do equipamento antes do uso;
• no carregamento;
• na aplicação;
• na manutenção do equipamento;
• no trabalho em áreas de lavouras recém-tratadas;
• na limpeza e descontaminação dos equipamentos de aplicação, após o uso;
• na disposição final de sobras de caldas e tríplice lavagem de embalagens vazias;
• na disposição final de embalagens;
• na limpeza e descontaminação de derrames e vazamentos;
• na limpeza e descontaminação dos equipamentos de proteção individual (EPI).

O grande número de intoxicações se deve principalmente ao uso inadequado dos agrotóxicos, pelo uso fora das recomendações dos rótulos e bulas dos produtos, por não utilizarem equipamentos de proteção individual, por falta de acesso à informação técnica dos produtos, pelo fácil acesso aos produtos mais perigosos e a falta de capacitação para seu uso.

Como é feito o controle?

A Engenheira salienta que, os riscos no trabalho é controlar a exposição dos trabalhadores, eliminando-a ou então, pelo menos, mantendo-a abaixo dos limites aceitáveis.

Para controlar os riscos na utilização de produtos químicos, no caso agrotóxicos, deve-se sempre dar prioridade às medidas de engenharia, após medidas administrativas e por fim, medidas individuais. Há sempre a priorização das medidas coletivas sobre as individuais, pois serão sempre mais eficazes. A seguir, a ordem de preferência de medidas de controle de riscos:

• substituição de produtos por outros de menor risco;
• controle por técnicas e medidas de engenharia (equipamentos de aplicação mais seguros, sistemas fechados de abastecimento, embalagens mais seguras etc.);
• controles operacionais (ex.: opção por sistemas de aplicação que expõem menos o operador);
• uso de equipamentos de proteção individual.

Fonte: Agrolink

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