Notícia

18 de Junho de 2019

ďVamos fazer com que os pequenos e os médios tenham acesso ao créditoĒ, diz Tereza Cristina

Em evento na Associa√ß√£o Comercial de S√£o Paulo, na manh√£ desta segunda-feira (17), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento) afirmou que o Plano Safra 2019/2020, que ser√° anunciado oficialmente amanh√£ (18), no Pal√°cio do Planalto, vai dar prioridade aos pequenos e m√©dios agricultores. A ministra explicou que, como a verba total para o Plano Safra n√£o aumentou em rela√ß√£o ao ano passado, o Minist√©rio vai distribuir os recursos de forma a atender um n√ļmero maior de produtores, mas sem discriminar os grandes do setor.

¬ďVamos privilegiar, ou focar mais, no n√ļmero maior de produtores para pegar os recursos do Plano Safra. N√£o √© que vamos discriminar os maiores, para eles teremos outras op√ß√Ķes, para que tamb√©m tenham recursos mais baratos e mais compat√≠veis com a nossa atividade agropecu√°ria. Mas vamos fazer com que os pequenos e os m√©dios tenham mais acesso ao cr√©dito, o que eles nem sempre tiveram¬Ē.

Recebida pelo presidente em exerc√≠cio da Associa√ß√£o Comercial, Roberto Mateus Ordine, a ministra proferiu a palestra ¬ďA import√Ęncia do agroneg√≥cio no Brasil¬Ē, e depois respondeu perguntas dos empres√°rios ligados √† Associa√ß√£o Comercial. Sobre o Plano Safra, ela agradeceu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por todo o trabalho para chegar aos n√ļmeros que ser√£o anunciados nesta ter√ßa-feira. Ela explicou como ser√° a amplia√ß√£o das fontes de financiamento para o agroneg√≥cio, inclusive com aumento de recursos das LCAs (Letras de Cr√©dito do Agroneg√≥cio) para o cr√©dito rural e a autoriza√ß√£o para emiss√£o de t√≠tulos no exterior. ¬ďEsse √© o caminho numa economia liberal¬Ē, pontou a ministra.

Tereza Cristina tamb√©m confirmou o aumento do valor destinado ao seguro rural para R$ 1 bilh√£o, como j√° tinha sido anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, e fez um apelo para que os bancos reduzem os spreads nos empr√©stimos ao setor rural, ap√≥s o aumento das coberturas de seguro e a redu√ß√£o dos riscos embutidos nos financiamentos. A ministra disse que o Tesouro Nacional vai disponibilizar R$ 10 bilh√Ķes para a subven√ß√£o ao cr√©dito rural. O detalhamento do plano ficar√° para amanh√£.

Ela ainda falou de sua viagem √† Europa na pr√≥xima semana, para participar de reuni√£o de ministros em Bruxelas sobre o acordo comercial Uni√£o Europeia-Mercosul, que est√° em fase final de discuss√£o. ¬ďH√° alguns temas caros para a agricultura brasileira que ainda n√£o conseguimos fechar por completo, e √© isso que estar√° em discuss√£o em Bruxelas¬Ē, disse. Ela tamb√©m se queixou do que chamou de campanha difamat√≥ria na Europa contra a agropecu√°ria brasileira.

¬ďJ√° estamos trabalhando para mostrar a qualidade do produto brasileiro, para os brasileiros e para aqueles que importam os nossos produtos, que s√£o mais de 162 pa√≠ses¬Ē, disse.

Na palestra, a ministra destacou o problema do tabelamento do frete rodovi√°rio, que ainda persiste. Ela disse esperar que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ¬ďtenham bom senso¬Ē ao decidir sobre a mat√©ria e derrubem o tabelamento. ¬ďN√£o tem cabimento, numa economia de mercado, termos um tabelamento¬Ē, criticou Tereza Cristina, que lamentou tamb√©m o contingenciamento de recursos para a √°rea de defesa agropecu√°ria e sanidade animal, diante dos riscos para a produ√ß√£o brasileira e para a exporta√ß√Ķes.

Ao responder as perguntas dos empres√°rios, a ministra defendeu que o Mercosul tem de ser revisto e modernizado. Para ela, o Brasil precisa liderar este movimento, se n√£o talvez seja melhor deixar o bloco. Ela tamb√©m fez uma enf√°tica defesa do sistema de autocontrole, no qual os empres√°rios assumem maiores responsabilidades pelo controle sanit√°rio de seus produtos, e destacou que j√° foram realizadas quatro reuni√Ķes do comit√™ respons√°vel pela implanta√ß√£o do programa para que governo e empres√°rios possam falar a mesma l√≠ngua.

Tereza Cristina respondeu muitas outras perguntas, principalmente sobre problemas de logística e transporte, e também sobre a recente viagem a Japão, China, Indonésia e Vietnã. Ela defendeu a retomada dos investimentos japoneses em projetos de melhoria da infraestrutura brasileira de portos, ferrovias, rodovias e armazéns.

Fonte: Mapa

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