Notícia

31 de Março de 2020

Brasil caminha para recorde na 2ª safra de milho, diz consultoria

A segunda safra de milho 2019/2020 do Brasil deve registrar um recorde de 73,5 milhões de toneladas, avaliou a consultoria Céleres nesta segunda-feira, mantendo por ora sua estimativa apesar de preocupações com o tempo seco em algumas áreas.

O desempenho se deve à disponibilidade adequada de umidade do solo nos Estados de Goiás e Mato Grosso, e uma esperada reposição nos níveis de chuva em abril no Paraná e Mato Grosso do Sul.

"No Paraná e Mato Grosso do Sul, a situação (de chuvas) não é tão confortável... mas os mapas climáticos têm apontado para reposição de chuvas em abril que deverá trazer certo alívio", disse à Reuters Daniely Santos, analista de mercado da Céleres.

A partir de 1º de abril, uma frente fria avançará sobre o Rio Grande do Sul e trará chuvas para toda a região Sul e parte do Sudeste, afirmou nesta segunda-feira Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima, em boletim.

"Nessa primeira quinzena de abril (ou) até o dia 20, há previsão de chuvas em todas as regiões produtoras tanto de milho safrinha quanto algodão, café... possibilitando condições excepcionais para o desenvolvimento das lavouras".

O milho segunda safra é o principal cereal cultivado nesta época do ano e tem Mato Grosso e Paraná como seus maiores Estados produtores.

A safra total de milho 2019/2020 do Brasil, incluindo a colheita de verão, foi estimada pela Safras & Mercado em 105,8 milhões de toneladas, na última semana, ante previsão de 104,75 milhões de toneladas divulgada no mês passado.

A consultoria Safras & Mercado elevou a projeção de colheita do cereal cultivado na primeira safra, para 23,2 milhões de toneladas, enquanto reduziu a perspectiva da segunda safra, a safrinha, para 73,8 milhões de toneladas. [nL1N2BK1IK]

PLANTIO E COLHEITA

A semeadura de milho segunda safra havia atingido 99% da área prevista para o centro-sul do Brasil até a última quinta-feira, informou nesta segunda-feira a consultoria AgRural.

Na soja, a colheita da safra 2019/2020 alcançou 76% da área cultivada, até a quinta-feira passada, avanço de dez pontos percentuais em uma semana.

O desempenho da colheita da oleaginosa está igual ao apurado um ano antes, mas supera a média registrada nos últimos cinco anos.

"O tempo seco tem favorecido o avanço dos trabalhos no Rio Grande do Sul, onde a quebra de safra já está consolidada e os produtores não esperam mais recuperação das produtividades."

Nas lavouras entre Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia, por outro lado, as chuvas frequentes dificultam a colheita em parte da região, embora os produtores sigam com as máquinas para evitar eventuais perdas de qualidade, disse a AgRural.

No início de março, a AgRural reduziu sua estimativa de produção de soja na safra 2019/20 do Brasil para 124,3 milhões de toneladas devido aos prejuízos por estiagem no Rio Grande do Sul, parcialmente compensados pelas boas produtividades de outros Estados.

Fonte: Reuters

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