Especialistas pedem que população evite a exposição ao sol entre 10h e 15h
No verão, é necessário que a população redobre os cuidados em relação ao câncer de pele. Os cuidados com o sol devem ser mantidos durante todo o ano e uma das principais proteções é o uso do filtro solar fator 30.
O alerta é da médica dermatologista do Hospital Moinhos de Vento (HMV) e especialista em Oncologia Cutânea, Sabrina Dequi Sanvido.
O verão é o momento em que há maior exposição ao sol e aumento do índice UV, sendo importante redobrar os cuidados em relação ao câncer de pele. Segundo Sabrina, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda o uso de filtro solar fator 30.
“Se a pessoa estiver na beira da praia ou na piscina, o protetor tem que ser reaplicado a cada duas horas”, destaca. No caso dos trabalhadores expostos ao sol como um guarda de trânsito ou um agricultor, a especialista sugere a reaplicação do produto a cada quatro horas.
A dermatologista pede que a população evite a exposição ao sol no período entre 10h e 15h. “Quem quiser curtir a praia ou a piscina deve procurar lugares com sombra ou utilizar o guarda sol”, ressalta. Sabrina sugere também o uso de roupas especiais protetoras (preferência por cores escuras que bloqueiam a radiação, camiseta de manga longas, chapéu de abas longas e o uso de óculos”. De acordo com a médica dermatologista, que coordena a campanha “Dezembro Laranja” no Rio Grande do Sul, a ideia é propagar a campanha durante todos os meses do verão quando a população está mais exposta à radiação ultravioleta. “No Rio Grande do Sul, temos pessoas de pele muito clara e que trabalham expostas ao sol, principalmente na agricultura”, afirma.
Segundo Sabrina, isso eleva os índices de câncer de pele no Estado e em Santa Catarina devido às colonizações italiana e alemã. “Vale lembrar que todas as pessoas morenas ou negras podem ter câncer de pele e por isso os cuidados devem ser redobrados”, acrescentou.
A especialista reforça o uso do filtro solar pela população para que todos possam aproveitar o verão. “Ao sinal de qualquer mancha ou lesão que não cicatriza a pessoa deve procurar um dermatologista e uma vez por ano é necessário fazer uma revisão da pele”, explica.
O câncer de pele é a neoplasia maligna mais comum e sua incidência gira em torno de 30% ao ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de ser maligno, a maioria dos tumores de pele não leva a óbito, mas demanda inúmeras cirurgias para o tratamento, impactando significativamente na qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, se diagnosticado precocemente, as chances de cura são acima de 90%.
Os principais tipos de câncer de pele são do tipo não melanoma (que compreende o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular) e o melanoma, considerado o mais grave, mais agressivo e com maior chance de metástases e óbitos, sendo que este corresponde a 1% das neoplasias cutâneas.
Segundo Sabrina, as pessoas devem suspeitar das lesões de carcinomas que geralmente se apresentam numa faixa etária acima dos 40 anos. Podem ser vermelhas (com meses de evolução) ou se assemelham a machucados que não cicatrizam, principalmente em áreas expostas ao sol. Podem ter casquinhas e sangrar facilmente.
Fonte: Jornal do Comércio