Manter as vacas leiteiras em clima confortável traz maior eficiência para a produção leiteira. O estresse térmico em vacas leiteiras pode trazer muitos prejuízos e problemas para a produção, além de desconforto animal. Essa condição ocorre a partir do momento em que a taxa de ganho de calor excede a taxa de perda, levando o animal a sair de sua zona de conforto térmico.
Quais são os sinais de uma vaca em estresse térmico?
Os principais sinais que um animal apresenta quando está em estresse térmico são:
Redução na ingestão de alimentos;
Aumento da salivação e transpiração;
Animal ofegante e com a boca aberta em alguns casos;
Redução na produção de leite;
Aumento da temperatura, da frequência cardíaca e respiratória.
Quais as consequências do estresse térmico?
Com a diminuição do consumo de alimentos, a produção de leite é afetada. A deficiência na alimentação causa redução no sistema imunológico dos animais, deixando-os mais susceptíveis a doenças, além de impactar negativamente a fertilidade. Essas e outras consequências trazem prejuízos a produção de leite como um todo.
Como evitar que as vacas entrem em estresse térmico?
Um combinado de manejo adequado, fornecimento de água e nutrição balanceada, auxilia no combate ao estresse térmico dos animais.
Resfriar as vacas com ventiladores, aspersores e, no caso de produção à pasto, locais que proporcionem sombra, são de extrema importância. Disponibilizar água de qualidade e de livre consumo aos animais também ajuda a mitigação do problema.
Alguns estudos destacam algumas ações voltadas ao manejo nutricional como importantes para manter os animais fora do estresse térmico. São elas:
Proporção volumoso/concentrado correta;
Fração proteica da alimentação extra;
Gordura protegida;
Suplementos minerais;
Suplementos vitamínicos;
Tamponantes;
Frequência de alimentação;
Tempo de alimentação.
Fonte: Milkpoint