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Safra gaúcha irá encolher 10 milhões de toneladas de grãos

5 anos atrás - por:

Clima seco e falta de chuvas devem causar recuo na colheita no Rio Grande do Sul

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a estimativa para a safra brasileira de grãos de 2021/2022. O Rio Grande do Sul deve colher quase 10 milhões de toneladas de grãos a menos que na safra passada, considerando as produções de verão e de inverno.
Na temporada 2020/2021, a colheita foi de 38,1 milhões de toneladas. A previsão, é que ao final da safra de inverno, a produção total em 2021/2022 seja de 28,7 milhões de toneladas.
Assim, a produção gaúcha de grãos deve recuar um quarto na comparação entre as safras 2020/2021 e 2021/2022. A estimativa representa uma queda de 24,7% na produção, mesmo com o avanço de 3,4% na área plantada, que passou de 9,48 milhões de hectares na última temporada para 9,8 milhões de hectares nesta.
O levantamento considera, no Estado, a produção de arroz, feijão, milho, soja, trigo, amendoim, aveia, canola, centeio, cevada, girassol, sorgo e triticale. A maior redução, em produtividade, deve ser na cultura da soja. O Estado deve reduzir de 20,8 milhões de toneladas para 13,7 milhões – uma variação negativa de 33,9%. A produtividade também deve cair 37,1% e os produtores devem colher 2.161 quilos por hectare (kg/ha).
O milho também terá diminuição de produção. A queda na cultura deve ser de 32% – foram 4,4 milhões de toneladas em 2021 ante a previsão de quase 3 milhões de toneladas neste ano. A produtividade na cultura deve reduzir 33.9%, com o produtor colhendo 3,6 mil kg/ha.
O recuo na produção e na produtividade de grãos no Estado ocorre porque, além de uma colheita farta na safra 2021/2022, a estiagem que assola o Rio Grande do Sul traz fortes impactos para as cadeias agrícolas, principalmente na soja e no milho.
O feijão também terá uma grande redução de 39,4% na produção. O resultado final deve ficar na casa das 34,7 mil toneladas, ante 57,2 mil toneladas no ano passado. A diminuição na cultura, porém, está mais relacionada à diminuição da área plantada do que à perda de produtividade. Nesta safra, foram plantados 25,5 mil hectares de feijão, enquanto, na safra 2020/2021, foram 39,3 mil hectares. Mesmo assim, a produtividade também caiu: variação negativa de 6,6%.
Mesmo com queda de 10,3% na produção, o Rio Grande do Sul continua sendo o principal Estado produtor de arroz no país, responsável por 70% da orizicultura nacional. A expectativa para este ano é que a produção alcance 7,4 milhões de toneladas. Na safra 2020/21, foram 8,2 milhões.
Principal cultura de inverno do Estado, o trigo deve ser pouco afetado pela estiagem e terá uma pequena redução em relação à última safra – 1,9%. A queda na produção será de 3,49 milhões de toneladas em 2020/2021 para 3,4 milhões em 2021/2022. O Rio Grande do Sul é responsável por produzir 43,5% do trigo nacional.
No Brasil, mesmo com a estiagem que afeta o RS, os outros estados do Sul e o centro-sul do Mato Grosso do Sul, a produção de grãos na safra 2021/2022 está estimada em 268,2 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, representa um crescimento de 5% quando comparado com a temporada passada, o que representa cerca de 12,79 milhões de toneladas a mais a serem colhidas.
Com 16,8% das lavouras já colhidas, a soja deverá registrar uma produção de 125,47 milhões de toneladas, uma queda de cerca de 9% quando comparada com a safra passada, muito devido às questões climáticas.
Já para o milho, apesar da seca para a primeira safra, a Conab espera uma recuperação na produção. Segundo a estimativa da estatal, deverão ser colhidos 112,34 milhões de toneladas, um incremento de 29% em relação a 2020/21. A primeira safra do grão deve permanecer em 24 milhões de toneladas, volume muito próximo ao colhido na temporada passada. Já para a segunda safra é esperado um aumento de 47% na colheita, podendo chegar a 86 milhões de toneladas.
Fonte: Jornal do Comércio
Por:
Mileni
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