Após a extração, esses antioxidantes foram adicionados ao açúcar (polissacarídeo quitosana) e a gelatina (proteína)
Um estudo realizado pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), descobriu que um antioxidante extraído da casca de romã ajuda a retardar o envelhecimento de morangos. A substância extraída compõe uma película que, aplicada ao morango, retarda seu processo de envelhecimento e, portanto, aumenta sua vida útil em mais de três vezes.
“Buscamos com nosso estudo um apelo maior de sustentabilidade, mostrando que a própria natureza nos oferece possíveis alternativas para problemas com os quais lidamos diariamente, como o desperdício de frutas e de alimentos”, afirma, ao Jornal da USP, Mirella Bertolo, autora principal do estudo, publicado no Journal of Cleaner Production, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e também assinado pelas pesquisadoras do IQSC, Virginia Martins, Ana Maria Plepis e Stanislau Bogusz Junior.
Após a extração, esses antioxidantes foram adicionados ao açúcar (polissacarídeo quitosana) e a gelatina (proteína), polímeros que não apresentam toxicidade a nós ou ao meio ambiente. “Uma vez seco, o revestimento forma uma espécie de película protetora sobre a superfície dos morangos, protegendo-os da oxidação, do ataque de microrganismos e estendendo seu chamado tempo de vida de prateleira”, conta Mirella.
“A ideia é que o revestimento possa ser aplicado às frutas ainda no pé, ou então no momento da colheita; assim, quando chegarem aos mercados, as frutas já estarão revestidas com a película protetora, e ainda mais protegidas do que se estivessem sem o material”, afirma.
Fonte: Agrolink