Estiagem fez resultado da Agropecuária cair 45,6% em 2022
Indústria registra desempenho positivo em todas as atividades
Embora não tenha sido suficiente para recuperar o tombo do PIB, causado pela estiagem no Agronegócio, a indústria fechou o ano com resultado positivo e um crescimento de 2,2 % do PIB. Segundo do DEE, todas as atividades registraram desempenho no azul em 2022, com destaque para Construção (+5,8%), Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (+5,6%), Indústria extrativa mineral (+3,4%) e Indústria de Transformação (+0,7%), o setor industrial mais representativo no Estado.
Entre as 14 atividades da Indústria de Transformação, os principais destaques positivos nos números vieram das indústrias de Máquinas e Equipamentos (+12,3%), Veículos automotores, reboques e carrocerias (15,3%) e Produtos do fumo (+11,4%). As maiores quedas no setor foram observadas nas indústrias de Produtos químicos (-12,5%), Móveis (-12,9%) e Produtos de metal (-4,1%).
Comércio de veículos e materiais de construção tem a maior queda nas atividades em 2022
Os Serviços (+3,7%) também fecharam em alta no acumulado do ano. Das sete atividades divulgadas no PIB, seis tiveram variação positiva no ano passado. Em termos percentuais, os principais destaques são para os Serviços de informação (+8,7%), Outros Serviços (+8,2%) e o Comércio (+5,3%), enquanto Administração, educação e saúde públicas teve o único resultado negativo do segmento (-0,6%).
Nas atividades comerciais, seis das dez atividades apresentaram desempenho positivo, entre elas os Hipermercados e supermercados (+4,5%), Combustíveis e lubrificantes (+30,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+6,9%). Comércio de veículos (-8,1%) e Material de construção (-12,1%) registraram as quedas de maior impacto nos números.
Ainda, segundo informou o DEE, em 2022, o PIB do Rio Grande do Sul somou R$ 594,96 bilhões (6% do PIB nacional), e o PIB per capita registrou o valor de R$ 51.701, queda de 5,4% na comparação com 2021.
- 2012: -2,1
- 2013: 8,5
- 2014: -0,3
- 2015: – 4,6
- 2016: -2,4
- 2017: 1,8
- 2018: 2,0
- 2019: 1,1
- 2020: -7,2
- 2021: 10,6
- 2022: -5,1
Fonte: Jornal do Comércio